Aos poucos vou publicando aqui algumas reflexões que estou fazendo durante o curso Mídias e Educação.

“Televisão é serviço público, é instrumento de educação popular, como também o rádio. As imagens da TV e as ondas do rádio não pedem licença para entrar em nossas casas. São invasoras. Podem falar aos filhos, sem o consentimento dos pais, inclusive quando os pais não estão em casa.” João Baptista Herkenhoff ( livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo, membro emérito da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória e escritor)
Sabemos que modelo predominante de financiamento dos programas televisivos é o comercial. A programação tem como objetivo principal vender produtos. O merchandising aparece embutido em todos os programas, sejam infantis ou adultos, desde os péssimos programas de auditórios às telenovelas. A televisão de uma maneira geral instiga ao consumismo e supervaloriza a violência. Basta observarmos os telejornais, por exemplo. Qual a porcentagem de notícias negativas e positivas que são apresentadas diariamente? Invariavelmente as manchetes referem-se às notícias negativas, ficando apenas algum assunto positivo para o encerramento. Será que é só isso que se pode apresentar nos noticiários? Por que não mostrar mais coisas relevantes e conteúdos que valorizem as boas iniciativas? No que se refere à educação, é infinitamente maior o número de notícias pejorativas e de denúncias, do que a apresentação de boas práticas e exemplos enriquecedores espalhados por toda a nação. A quem interessa supervalorizar as mazelas de nosso país?
Nós, professores, temos nas mãos a oportunidade e também a responsabilidade de estimular a reflexão sobre a qualidade das informações da programação da televisão com nossos alunos e também estender esses questionamentos aos pais para que desenvolvam uma visão crítica em relação à televisão e, assim, ajudá-los a selecionar com mais critérios o que estão assistindo. A escola deve estimular os alunos a assistirem a programas de melhor qualidade e desenvolver atividades que sejam incorporadas aos conteúdos curriculares.
Sabemos que as TVs por assinatura apresentam programas de melhor qualidade, infelizmente restritos a uma pequena faixa da população de maior poder aquisitivo, sendo assim, excludente. O que é um contra-senso, pois é justamente a população que tem menor acesso à leitura de jornais e revistas que deveria ser beneficiada por esse tipo de programação.
Porém, mesmo nos canais fechados não existe a preocupação da seleção de conteúdos apropriados às faixas etárias. Vejam esta matéria da Folha Online:
Canais pagos exibem sexo e violência às 7h, diz Daniel Castro
Redação
Folha Online
Levantamento feito pela Folha revela que pelo menos 45 filmes impróprios para menores de 16 e 18 anos foram ou serão transmitidos entre 6h e 22h ao longo deste mês, informa nesta segunda-feira (25) a coluna Outro Canal, de Daniel Castro. Na TV aberta, títulos não recomendados para menores de 16 anos só podem ir ao ar após as 22h. A TV paga não é obrigada a cumprir essa norma, mas tem de informar a classificação. O levantamento foi feito sobre lista de 2.121 filmes do guia da Net neste mês. Um exemplo é o filme Com o Pé na Estrada, impróprio para menores de 18, que passou no Telecine Premium às 6h35 do dia 18. Na resenha, há a descrição de que três rapazes vivem situações hilárias com duas lindas caronistas, segundo a coluna. A Rede Telecine informou que segue as regulamentações para a TV por assinatura, segundo a Outro Canal.
FONTE: FNDC
DATA: 26/02/2008
fonte da imagem:http://rafaelaemcaldas.wordpress.com









