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Tecnologia no ensino a distância

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A educação no país está cada vez mais evoluindo e com o ensino a distância não é diferente. Conheça aqui tudo sobre a tecnologia no ensino a distância.

O ensino a distância (EAD) tem feito muito sucesso em nosso país e para melhorar ainda mais esse método de ensino são usadas tecnologias que proporcionam meios para facilitar o ensino. Como exemplo podemos citar o e-learning, que usa a internet para que o aluno possa se comunicar com o professor.

Com as novas tecnologias desenvolvidas para alunos de EAD, o ambiente de ensino está mais enriquecido, favorecendo a interação entre aluno e professores. Levando em conta que muitos alunos do ensino a distância possuem dificuldades para usar as tecnologias, o EAD disponibilidade várias tecnologias para que eles consigam se adequar a alguma.

Veja quais os tipos de tecnologias que são usadas nessa modalidade de ensino:

– Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)

Ambientes que auxiliam a educação a distância com espaços para facilitar a gestão dos cursos de EAD em um ambiente virtual. Assim, toda a interação entre o aluno do curso a distância e o professor é feita nesses locais, onde os cursos são separados por salas virtuais.

– Chats

Conhecido também como bate-papo, é utilizado na educação a distância onde seu objetivo é estabelecer uma conexão entre os participantes. Pelo chat os alunos esclarecem dúvidas com os seus professores e tutores, promovendo até mesmo discussões em grupos.

Como vantagem, o chat permite que as conversas sejam armazenadas de forma que, um aluno que não participou dessa discussão e possui a mesma dúvida, tenha acesso.

– Vídeo conferência

Essa é uma tecnologia onde os alunos e os professores podem estabelecer uma comunicação bidirecional, por meio de dispositivos de comunicação. No EAD a videoconferência proporciona um contato visual entre os professores e os alunos, mas existem limites para esse tipo de tecnologia, por exemplo, um computador ou outro dispositivo ligado na internet.

Quais as vantagens de usar a tecnologia no ensino a distância?

Entre as vantagens, podemos destacar:

Os alunos podem buscar informações à medida que precisarem por meio do acesso à internet, pois podem fazer pesquisas sobre vários assuntos; As mídias, assim como os ambientes virtuais, estabelecem uma interação entre professor e aluno em tempo real; Por meio de tutores que estão disponíveis nos ambientes virtuais, cada estudante de EAD pode sanar suas dúvidas sempre que precisarem; Com os métodos de ensino que são usados na EAD, os alunos podem trocar experiências; As aulas estão disponíveis para qualquer aluno que quiser acessá-las e sempre que precisar. Assim, se alguém perdeu alguma aula ou ficou com dúvidas sobre o conteúdo, poderá revisar quando e quanto quiser; Com a tecnologia utilizada na EAD, os alunos graduandos e o corpo docente do curso terão uma proximidade maior, além da interação. Com a tecnologia no ensino a distância os alunos podem estudar mais e se preparar para as provas de forma fácil e prática, podendo contar com ajuda de seus tutores. Dúvidas sobre a oferta de cursos podem ser esclarecidas através dos sites das instituições ou atendimento pelo Pabx com atendentes preparados para explanar os detalhes sobre as ofertas de cursos.

Dafna Obadia – escritora e assistente virtual paraense, dedica-se à Licenciatura em Letras na Universidade Anhanguera e Bacharelado em Direito na Universidade da Amazônia.

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Avaliação do curso “Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC” – turma 2

Queridos professores,

Hoje, finalizamos o curso “Tecnologias na Educação: ensinando e prendendo com as TIC” e chegamos ao final de mais uma etapa de aprendizagem de integração das tecnologias da informação e da comunicação à prática pedagógica. Mais importantes do que os recursos explorados durante nossos encontros presenciais foram as reflexões que fizemos, as ideias que trocamos, as inquietações e dúvidas que nos perturbaram fazendo com que saíssemos da zona de conforto para enfrentarmos novos desafios.

Através dos blogs/portfólios construídos no curso pude acompanhar a aplicação das metodologias de Mapas Conceituais e WebQuests e testemunhar o empenho de cada um e o envolvimento dos alunos. É com grande satisfação que encerro este curso sabendo que uma pequena semente foi plantada e que será regada por cada um de vocês.

Deixo a cada um meu abraço e convido-os a utilizarem o sistema de comentário abaixo para uma avaliação do curso considerando aspectos como material de estudo, formato do curso, metodologia, recursos estudados, atividades realizadas na escola, reflexões sobre sua prática a partir do curso e o que mais desejarem acrescentar.

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4ª Simpósio Hipertexto 2012 – eu fui

Entre os dia 13 e 15 de novembro,aconteceu a 4ª edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação na UFPE, em Recife. Uma grande estrutura foi montada para o evento que reuniu educadores dos quatro cantos do país.  Foram apresentados 450 trabalhos entre conferências, mesas-redondas, comunicações individuais, comunicações coordenadas
e pôsteres. O livro com os resumos dos trabalhos pode ser baixado em versão PDF aqui.

Com uma programação super interessante e diversificada, foi difícil escolher a quais comunicações assistir, além das palestras no auditório principal. Optei por aquelas relacionadas ao uso das TICs na formação de professores, assunto que vem de encontro a minha vivência profissional atual.

Uma das experiências mais interessantes em eventos educacionais como este é a oportunidade de trocar ideias com pessoas dos mais variados locais, ouvir suas vivências e poder comparar com as nossas. Gosto de conhecer pessoas, principalmente educadores que, assim como eu, são apaixonados pelo uso pedagógico das TIC.

Outra boa surpresa foi encontrar a queridíssima Débora Sebriam que falou sobre REA. Infelizmente não consegui acompanhar a mesa redonda que se seguiu, mas como todos os videos serão disponibilizados, em breve, neste canal, será possível ver tudo o que não consegui in loco.

 

 

 

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Simpósio Hipertexto vai reunir mais de mil pesquisadores no Centro de Convenções da UFPE

Este ano, participarei como ouvinte da 4 edição do Simpósio Hipertexto que inicia no dia 13 de novembro. Já estou com o programa em mãos e a dificuldade, agora, é decidir o que acompanhar, pois são temas que me interessam, principalmente, aqueles relacionados à formação docente para o uso das TIC.

Segue abaixo matéria retirada do site do evento:

A 4ª edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação chega para mostrar que o hipertexto é um fenômeno que desconhece fronteiras tanto geográficas quanto disciplinares. O evento acontece entre os dias 13 e 15 de novembro no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com mais de mil participantes, de diferentes domínios das Ciências Humanas e Exatas, o Simpósio terá 5 conferências e 430 trabalhos distribuídos entre sessões de comunicação e pôsteres digitais, além de mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições e a entrega do Prêmio Artes Digitais e Aplicativos Educacionais.

A abertura do Simpósio vai acontecer no dia 13/11, às 19h30. Nela será realizada conferência com o pesquisador João Mattar (UAM-Brasil e PUC-SP). Durante a palestra Parangolé x Batman, o especialista no desenvolvimento de técnicas para dinamizar redes sociais falará sobre como na “desestrutura” do ciberespaço podem ser planejadas estratégias educacionais afinadas com as demandas do século XXI.

No dia 14, às onze da manhã, a pesquisadora Lucia Santaella (PUC-SP), uma das maiores especialistas em Semiótica do país, vai refletir sobre como os conflitos e afinidades entre hipermídia e transmídia definem o atual perfil da comunicação, que coloca em interação Linguística, Informática e Biologia.

A conferência do francês Imad Saleh (Université Paris-8), no dia 14, às 16h30, vai tratar sobre como Ciências Humanas e Ciências Exatas reformulam suas fronteiras diante do desafio da interdisciplinaridade aplicada às redes sociais. Também vindo da França, Philipe Bootz (Université Paris-8) vai apresentar, no dia 15, às 11 da manhã, os resultados de suas pesquisas sobre a interação entre cálculo, tecnologia e sensibilidade na Literatura e nos demais processos de criação estética que utilizam como material a palavra.

Num contexto em que a Educação a Distância (EaD) se expande em ritmo acelerado, o especialista em Realidade Misturada, Romero Tori (USP), estuda como a sobreposição entre ambientes reais e ambientes virtuais está nos levando rumo à era da Educação Sem Distância. Este será o tema de sua conferência, proferida no dia 15, às 16h30.

Novas tendências – As pesquisas que serão apresentadas abordam temáticas que vão dos estudos da interatividade em blogs de moda e estética, passando pela adaptabilidade das redes sociais às pessoas com deficiência. É o caso da pesquisa do paraibano Leonardo da Silva Souza, que analisa como um software com recursos em Braille pode contribuir para a aprendizagem musical de cegos. Na mesma linha, pesquisadores da UFPB apresentarão o projeto Hawkings do Sertão, referente ao desenvolvimento de ferramentas de acessibilidade para portadores de necessidades especiais no Sertão nordestino.

Eu queria ter um Facebook, mas minha mãe não deixa eu mentir a idade. Com este título, a pesquisa de Helenice Ferreira, da UERJ, investiga os pressupostos éticos que orientam a conduta dos jovens nas redes sociais bem como os procedimentos de pesquisa relativos a este grupo social.

Já no campo das artes, o pesquisador Thiago Ramos (UFPE) falará sobre a possibilidade da Literatura ao vivo com auxílio das ferramentas do ciberespaço. O piauiense Juscelino Nascimento apresentará pesquisa sobre o novo perfil da linguagem bíblica ao ingressar em plataformas multimidiáticas.

Essas e muitas outras apresentações serão realizadas nas salas do Núcleo Integrado de Atividades de Ensino (Niate), prédio recém-inaugurado no campus da UFPE. As conferências e mesas-redondas do Simpósio acontecerão no Centro de Convenções da Universidade. A programação geral do 4º Simpósio Hipertexto pode ser acessada no link:http://www.hipertexto2012.com.br/programacao/caderno-de-programacao/

Realização
Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (NETHE/UFPE); Grupo Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional (CCTE/UFPE); Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL/UFPE); Programa de Pós-Graduação em Ciências da Computação (Cin/UFPE)

Apoio
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe); Editora Universitária; Pipa Comunicação; Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (Abehte); Redu – A Rede Social Educacional; Parábola Editorial; Editora Vozes; Rêspel Editora

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Finalizando o curso Tecnologias na Educação – turma 01 de 2012

Como é bom cumprir uma etapa, alcançar um objetivo, concluir um projeto, conquistar um sonho! 🙂
Estamos encerrando o curso do programa Proinfo Integrado “Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC“. Foram 4 meses de muito estudo e muito trabalho. Para muitos professores foi a primeira experiência de curso na modalidade semi-presencial. O curso de 100h teve 9 encontros presenciais em que pudemos discutir  os vários temas propostos e também aprender novas ferramentas midiáticas para aplicar com os alunos. A seguir um breve resumo das principais atividades desenvolvidas.
No primeiro módulo “Tecnologia na Sociedade, na Vida e na Escola”, a partir da leitura e reflexão sobre os assuntos lidos, os primeiros textos em duplas foram produzidos e publicados no blog do curso. Como atividade prática uma pesquisa sobre as tecnologias utilizadas nas escolas traçou um panorama a respeito da atual existência e utilização das TIC nas unidades escolares. Para apresentar os resultados da pesquisa foi utilizada o primeiro recurso online: o Google Docs.
Também neste primeiro módulo iniciamos o estudo sobre Mapas Conceituais e WebQuests que foram aprofundados no módulo seguinte.
Além dos estudos a distância cada módulo teve também como atividade online a participação nos Fóruns de Discussão. Os fóruns ofereceram uma oportunidade a mais de troca de ideias e interação entre os cursistas.
No módulo 2 “Internet, Hipertexto e Hipermídia” estes conceitos foram estudados e também vivenciados. Os blogs/portfólios dos cursistas foram criados durante o encontro presencial e começaram a ser alimentados com os relatos de aplicação das atividades desenvolvidas nas escolas utilizando os Mapas Conceituais e as WebQuests. Estas metodologias permitiram aos professores exercitarem a autoria e o planejamento de atividades desafiadoras para seus alunos além de vivenciarem a aplicação da teoria em sala de aula. As impressões sobre estas experiências fazem parte dos registros nos portfólios.
Durante o terceiro módulo “Currículo, Projetos e Tecnologias” pudemos aprofundar a reflexão sobre práticas de integração de tecnologias ao currículo.  A partir da leitura do texto “Os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola” de Pedro Demo, os professores elaboraram um hipertexto e puderam expor suas ideias  através de palavras, imagens, vídeos, apresentações e hiperlinks.
O último módulo do curso “Prática Pedagógica e Mídias Digitais”  permitiu analisar e experimentar algumas possibilidades de incorporar esses meios ao trabalho pedagógico através da criação de jogos digitais e a produção de atividades online utilizando o formulário do Google Docs aliado a vídeos do YouTube.
No Fórum de Discussão os alunos analisaram o panorama de uso das mídias nas escolas e  discutiram a respeito de suas possibilidades como aliadas ao processo de ensino e aprendizagem.
Não posso deixar de ressaltar aqui o empenho e a dedicação dos professores que participaram ativamente do curso com muito comprometimento colocando em prática, na escola, alguns dos recursos estudados. Tenho certeza de que muito mais ainda será desenvolvido com os alunos a partir destas vivências. Mais importante do que o que foi realizado é o que ainda será desenvolvido. Como uma cortina que se abre, o curso revelou várias possibilidades de uso das mídias e tecnologias na educação, provocando a reflexão e a inquietação. Saber do que é possível fazer é o primero passo para que se queira fazer!
Deixo registrado aqui meu agradecimento à Secretaria de Educação que me permitiu a convivência e aprendizagem como tutora deste grupo de pessoas tão especiais, professores que querem e que sabem que podem fazer a diferença na vida de seus alunos.
Obrigada, professores, sentirei saudades de todos, mas continuarei acompanhando o belíssimo trabalho de vocês através dos seus portfólios:
Turma do matutino
Turma do vespertino
Como última atividade proponho uma avaliação dos professores cursistas utilizando o sistema de comentários considerando aspectos como: formato do curso, você como aluno de EAD, conteúdos teóricos e organização modular, atividades a distância, encontros presenciais, aplicação prática com os alunos, conhecimentos construídos, dificuldades encontradas, obstáculos vencidos, atuação da tutoria, material do curso e o ambiente EAD.
Um grande abraço e obrigada a todos pela companhia durante estes quatro meses. Sucesso!

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InovaEduca 3.0

No dia 1º de outubro acontecerá o InovaEduca 3.0, 1° Congresso sobre Práticas Inovadoras na Educação em um mundo impulsionado pela tecnologia., um evento voltado para educadores que irá discutir assuntos sobre a educação3.0, além de compartilhar experiências práticas inovadoras para a melhoria da qualidade da educação.

Para introduzir os assuntos que serão discutidos no dia, há um debate online na  página no Facebook: www.facebook.com/inovaeduca3.

Visão Geral

O InovaEduca3.0 nasceu da vontade de repensar a atual forma de educar e projetar um futuro onde professores e alunos criem, inovem e adquiram conhecimento juntos. Como inovar o ensino e fazer com que ele acompanhe as rápidas mudanças do mundo?

Segundo John Moravec, da Universidade de Minnesota, na educação 3.0 o lugar de aprendizagem está além das paredes da escola; crianças e adultos aprendem em qualquer lugar e a todo momento, não somente com os “professores ”, mas com a contribuição de pessoas que tenham algo a ensinar. Essa nova educação exige novas formas de pensar o processo de ensino e aprendizagem.

Para refletir sobre esse desafio, traremos debates sobre o papel do professor neste novo universo, experiências inovadoras e apresentações práticas de educadores e ferramentas para que empresas, governo e instituições de ensino encontrem inspiração na busca de soluções para melhorar a qualidade da educação na Sociedade do Conhecimento do século XXI.

Formato

Esse encontro segue um modelo internacional inovador, conhecido como Camp, em que participantes, via web, sugerem e desenvolvem temas de forma aberta e participativa. Os conteúdos apresentados são pautados pelas discussões e debates que ocorrem por meio das redes sociais.

Serão levantados temas a serem discutidos e escolhidos pelos participantes, que poderão participar de debates e workshops no dia 01 de outubro de 2012 em São Paulo, contando com a participação de especialistas em educação 3.0.

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Sobre EAD e a internet nas pesquisas escolares

Aí vai a segunda parte de minha entrevista para o site do Zuggi.

No “Zuggi Entrevista” de hoje postamos a segunda parte da entrevista com Gládis Leal dos Santos (leia aqui a primeira parte). Neste trecho, Gládis  nos conta quais as principais vantagens e desvantagens da Educação à Distância, como a pesquisa na internet deve ser utilizada na sala de aula e por fim, qual o papel da pesquisa no desenvolvimento dos alunos: 

1- Em sua opinião, quais as principais vantagens e desvantagens da           Educação à Distância (EAD)?

Quando pensamos em EAD, hoje, pensamos em educação online. Através da internet temos acesso aos mais variadas tipos de cursos, desde cursos livres a especializações em praticamente todas as áreas. A oferta de cursos na modalidade EAD tem crescido notavelmente. O programa Universidade Aberta, do Governo federal, “busca ampliar e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior, por meio da educação a distância. A prioridade é oferecer formação inicial a professores em efetivo exercício na educação básica pública, porém ainda sem graduação, além de formação continuada àqueles já graduados” (portal.mec.gov.br).
Para muitos professores esta é uma oportunidade única, em virtude de dificuldades tanto financeiras como de falta de oferta de cursos presenciais em suas cidades. Nesta modalidade de estudo o aluno organiza seu tempo e pode realizar os estudos em casa, no trabalho ou onde tiver acesso à internet, economizando tempo e dinheiro.
Além disso, as aulas online beneficiam pessoas com mobilidade limitada, como cadeirantes, por exemplo. A maioria das aulas são assíncronas. Os materiais e tarefas podem ser baixados e enviados ao professor através do ambiente EAD até a data marcada. Deste modo, o cursista não precisa ficar conectado à internet durante todo o tempo de estudo.
Outra vantagem que considero importante é que o aluno desenvolve a autonomia ao mesmo tempo que tem a oportunidade de participar de uma comunidade de aprendizagem em rede. Ele interage com pessoas de outras localidades, outras realidades, onde todos constroem novos conhecimentos através da contribuição de cada um.
A EAD também promove a inclusão digital. Os alunos aprendem a utilizar ferramentas de comunicação assíncronas como os fóruns e e-mail e síncronas como chats, comunicadores instantâneos e videoconferências. Nesta modalidade a relação professor-aluno também se modifica podendo até mesmo se tornar mais próxima já que a principal função do professor não é a de ensinar, mas a de ajudar o aluno a aprender.
Mas o formato EAD não é ideal para todos os alunos. Quem prefere o contato presencial sentirá falta deste tipo de interação social. Poderá se sentir sozinho e perdido num ambiente pouco amigável. O ensino online requer capacidade de adaptação às novas tecnologias. Aqueles que tem dificuldade em utilizar o computador e a internet tendem a se desmotivar e abandonar o curso. Além disso, o estudo a distância exige muita disciplina, comprometimento e organização do tempo. Alunos que deixam as atividades acumularem e perdem prazos também são fortes candidatos à desistência.
A evasão é um dos grandes desafios a serem vencidos na EAD, principalmente nos cursos ofertados gratuitamente.

2 – Ano passado você ministrou o curso “Pesquisa na internet – o papel do professor” do portal Educarede. Como, em sua opinião, a pesquisa na internet deve ser utilizada na sala de aula? Qual o papel da pesquisa no desenvolvimento dos alunos?

As crianças são naturalmente pesquisadoras. Desde muito cedo, começam a nos questionar o por quê das coisas, como elas funcionam, de onde vem, como são feitas e por aí afora. Na Educação Infantil, os professores costumam estimular este espírito investigativo através de várias atividades e projetos didáticos em que acompanham e orientam os pequenos em suas descobertas.
Já no Ensino Fundamental, muitas vezes, essa prática se perde. As pesquisas passam a ser solicitadas como tarefas de casa, e aí sabemos o que acontece: sem orientação, os alunos simplesmente copiam da internet da mesma forma como, antes, copiávamos das enciclopédias. E quando se trata de alunos das séries iniciais, quem acaba fazendo o trabalho de pesquisa é o pai ou a mãe. Qual o objetivo desse tipo de trabalho? O que se espera que o aluno aprenda com este tipo de prática? Para que os alunos aprendam a pesquisar na internet assim como em livros, jornais, revistas que também devem ser usados, é preciso que a atividade seja desenvolvida em sala de aula, com o acompanhamento do professor. Antes de qualquer coisa, o professor precisa planejar a pesquisa, verificar as fontes e elaborar um roteiro com questões sobre o assunto. Dependendo do nível da turma é aconselhável que também indique os sites. Na internet é muito fácil perder o foco do trabalho, por isso, um roteiro bem elaborado ajuda muito.
Muitas vezes, os professores acham que os adolescentes não precisam deste tipo de acompanhamento porque são usuários da internet. Mas não é bem assim. Quando de trata de pesquisa é preciso que aprendam a tirar o melhor proveito dos mecanismos de busca, que observem a confiabilidade das fontes, que entendam que nem tudo o que está na internet é verdadeiro, que aprendam a citar as fontes de pesquisa na internet e que respeitem os direitos autorais.
As atividades de pesquisa, quando bem planejadas e orientadas, desenvolvem o pensamento crítico, a resolução de problemas e a tomada de decisões. Os alunos aprendem a encontrar as informações e selecionar o que é relevante e descartar o que irá afastá-los do objetivo do trabalho. É preciso que eles aprendam a usar a internet para analisar as informações e não apenas localizá-las.

Também é importante que os alunos tenham claro o que se espera deles e como será socializado o resultado da pesquisa. As informações podem ser remixadas, transformadas, ampliadas e apresentadas das mais diferentes formas. Apresentações teatrais sobre um fato histórico, por exemplo, exigirão que os alunos compreendam o conteúdo para poder transformá-lo em uma representação cênica..

Ao acompanhar o desenvolvimento do trabalho de pesquisa, o professor tem a oportunidade de observar as dificuldades dos alunos e orientá-los durante o processo em vez de apenas avaliar o produto final.

Gládis Leal é Especialista em Língua Portuguesa e Mídias na Educação, ministra cursos e oficinas de formação continuada docente sobre o uso das TIC na Educação.

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